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Palpiteira


Universidade para quem paga

Na semana passada estive na Metodista, onde me formei, para assistir a apresentação do trabalho de conclusão de curso de novos colegas de profissão. Sabia que a universidade havia crescido muito desde que saí de lá, mas fiquei chocada com algumas coisas.

 

Não sou contra o progresso; a tecnologia sem dúvida deve fazer parte das universidades em todas as suas possibilidades (ninguém merece ter aulas de redação para rádio em máquina de escrever, como eu tive, em plena era do Windows), mas catraca eletrônica na entrada é demais.

 

Como um local, chamado de universidade, pode impedir a entrada livre dos cidadãos? Ok, é também uma questão de segurança, mas onde fica o verdadeiro papel da instituição de ensino, que tem por princípio garantir a preservação e a disseminação do conhecimento?

 

Sei que é uma instituição particular, que cobra mensalidades cada vez mais altas, mas continua sendo um local de ensino. Lembro quando essa moda de faculdade-shopping começou. Fui fazer uma matéria na Uniban e achei muito estranho aquele ambiente de praça de alimentação. Qual não é a minha surpresa quando vejo que a Metodista, que se destacava por ter um campus aberto, arborizado, também aderiu ao ‘centrinho de compras e lazer’. Péssimo.

 

Não acho que os estudantes devem ficar presos na biblioteca ou nas salas de aula, a diversão também faz parte (as vezes uma parte beeem maior). O que me incomoda e deveria incomodar os estudantes é que essa aparente modernidade só serve aos bolsos dos donos das universidades e a cada dia que passa mais pessoas saem de lá com seu diplomas debaixo do braço sem o menor preparo para a vida profissional.

Escrito por thais.gonzaga às 13h39
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