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Palpiteira


Bichos

Estava passeando com um dos meus cachorros hoje, nas ruas perto de casa, quando vi uma menina, devia ter um 6 ou 7 anos, correndo para trás da mãe, com medo de um cocker spaniel bobão, que não faz mal nem a uma barata (literalmente).

 

Tenho pena dessas crianças que têm medo de cachorro, porque isso obviamente é um comportamento ensinado pelos pais, conscientemente ou não. Coisa mais absurda, que pode levar anos para ser solucionada.

 

È claro que a criança também não deve sair correndo para agarrar todo o cachorro, gato ou papagaio que vê pela frente (ai cabe também aos pais ensinar que ela deve primeiro se certificar de que pode tocar no bichinho), mas ter medo até de borboleta é demais.

 

Criança tem que crescer com animais de estimação. Será um adulto melhor, que respeitará mais o próximo e não terá tanta dificuldade em aceitar que a vida não é eterna.



Escrito por thais.gonzaga às 16h57
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Mente sã, corpo são

Ontem li uma matéria, na verdade mais um depoimento, da repórter Eliane Brum (revista Época desta semana), que passou dez dias em um curso de meditação. O relato é ótimo não só pelo conteúdo, que me interessa muito, mas também pelo excelente texto. Adoro ler coisas assim, bem escritas. Um dia eu chego lá.

 

Acho que nunca conseguiria passar tantas horas na mesma posição como ela, mas me atrai a idéia de ficar sem falar por um tempo. Gosto também da crença budista de buscar o desapego, tanto do prazer quanto da dor.

 

Gosto muito das filosofias orientais. Já fiz yoga e quero voltar a praticar este ano. Não tenho a menor pretensão de ter um corpo perfeito, só quero me sentir bem, saudável. Aliás, todas as minhas tentativas de fazer exercícios convencionais, em academias, foram frustrantes. Não gosto do ambiente, não gosto das turminhas e de-tes-to correr sem sair do lugar.

 

Yoga é muito mais consciência corporal do que um exercício físico. Já vi muito bombadinho de academia sofrer para se manter uma posição, por mais simples que fosse. O cara tem músculo, mas não tem a mente ligada ao corpo.

 

Quanto à meditação, ainda sou muito dispersa. Eu gosto do silêncio, do relaxamento, mas tenho que fazer um esforço enorme para não dormir ou começar a pensar em coisas absolutamente fora do contexto.

 

Nesse mundo de hoje, tão barulhento e cheio de informação, voltar-se para si mesmo é um bom exercício. Um pouco de silêncio não faz mal a ninguém.



Escrito por thais.gonzaga às 16h45
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Voltando...

Ok, começando tudo de novo.

Escrito por thais.gonzaga às 16h13
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Cinco coisas que eu adoro:

- Chegar em casa depois de um dia cheio. Aliás, adoro chegar em casa, sempre.

 

- Comer sem culpa

 

- Enfiar o pé na areia e tomar banho de mar. Praia é tudo na vida

 

- Viajar – para qualquer lugar, em boa companhia (inclusive quando a companhia sou eu mesma)

 

- Passar um dia inteiro com alguém que eu amo.

 

Cinco coisas que eu detesto:

 

- Lugares lotados, com gente falando alto, e muita fumaça

 

- Dieta

 

- Arrumar a cama

 

- Pessoas que não gostam de cachorro

 

- Café puro



Escrito por thais.gonzaga às 16h01
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Borat

Gostei muito do ‘filme’. Engraçado e inteligente. Acho que muita gente não deve entender muito bem e ri simplesmente porque as situações são engraçadas. Mais ou menos como o Pânico, que segue exatamente a mesma linha.

 

Para mim, o humor é a forma mais inteligente de fazer crítica. Rir de si mesmo é a melhor foram de perceber preconceitos arraigados e percepções equivocadas dos outros. Damos muito valor a nós mesmos e dificilmente olhamos para o lado.

 

Essa coisa do politicamente correto é irritante. Viva Borat e sua total falta de noção!



Escrito por thais.gonzaga às 18h23
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Tristeza

Depois de mais de dez anos perdida nos labirintos do mal de Alzheimer, minha avó morreu bem no dia do seu aniversário de 77 anos. A morte de uma pessoa querida é sempre um momento doloroso, mas nesse caso houve também um certo alívio, por ver que ela finalmente se libertava de uma prisão.

 

Quem conhece alguém que sofre dessa doença sabe o quanto é triste ver a memória e a própria vida da pessoa que amamos ir aos poucos desaparecendo. No início é um esquecimento bobo aqui, outro ali. Com o tempo, fica difícil até saber se a pessoa tem noção de quem é quando se vê refletida no espelho.

 

Minha avó já não tinha noção de onde estava, nem de quem fora. Agia como uma criança, sempre sorrindo e segurando nossas mãos. Falava pouco e já não andava. Acabou morrendo de forma improvável, é verdade, mas muito antes de se tornar um feto, como muitos com a mesma doença.

 

Encarar a morte nunca foi para mim algo complicado, porque sempre acreditei que a vida é algo muito maior do que imaginamos. Aliás, a verdadeira morte é estar aqui, na Terra. Por isso, sei que ela está muito melhor agora, ou em processo de melhorar.



Escrito por thais.gonzaga às 18h17
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TV na Internet

Todo mundo comentando a declaração do Bill Gates de que daqui cinco anos vamos rir da programação atual da televisão, dado o crescimento dos vídeos na Internet.

 

Já não é de hoje que isso vem acontecendo. O problema, no caso do Brasil, mais do que o fato de que ainda são relativamente poucos os com acesso à Internet, é que a maioria das empresas de comunicação ainda não entendeu o que é interatividade. Acham que basta dar uma ‘continuidade’ ao que se passa na TV e ao que se lê no jornal, sem um conteúdo realmente novo.

 

Na relação TV x Internet, a briga é feia mesmo. Se é possível fazer sua própria grade de programação na Internet, com os horários que você quer e sem intervalos comerciais, quem vai querer ver televisão? Com o lançamento de novos recursos a cada dia, essa possibilidade se torna cada vez mais acessível.

 

Sabemos que a TV sobrevive de verba publicitária. Como vai ficar isso então? Acredito que quem souber a resposta está feito.

Escrito por thais.gonzaga às 12h51
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Ser adolescente no Brasil

Li hoje uma matéria do Folhateen sobre os jovens que não se identificam com a cultura do Brasil e detestam MPB e feijoada, curtem rock alternativo e adoram fast-food. A reportagem traz também entrevistas com um sociólogo e um professor que ficaram horrorizados com isso.  

 

Não vejo motivo para tanto espanto. Numa sociedade tão desigual quanto a brasileira, nada mais óbvio do que isso. Como um jovem, principalmente das regiões Sul e Sudeste, que cresceu já com acesso à Internet e à TV paga vai se identificar com barracão de escola de samba? Ou, ao contrário, como um jovem que estudou nessas cada dia piores escolas públicas, excluído digital, vai saber o que é Arcade Fire?

 

É claro que estou generalizando, há exceções. Mas o abismo social existe e é cada vez maior. Não estou fazendo aqui juízo do que é melhor, gostar de samba ou rock, mas colocando meu ponto de vista sobre um problema muito maior: o brasileiro nunca vai ter uma identificação real com o seu país enquanto houver tanta desigualdade social.



Escrito por thais.gonzaga às 17h22
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Meu cachorro vê TV

Não é metáfora, é fato. Um dos meus cachorros, um cocker spaniel de quase dois anos, assiste televisão mesmo. Ele tem preferência por programas que apresentem animais, especialmente seus colegas cães, mas também gosta de desenhos animados bem coloridos e de jogos de futebol.

 

Ao contrário do que muitos devem pensar, ele não presta atenção por causa do som (já fiz o teste de deixar a TV no mute), ele realmente vê. Fica louco quando vê um cachorro correndo na telinha e fica raspando a patinha na TV. Como é que pode?

 

Já ouvi dizer que os cães não conseguem enxergar a televisão, que para eles é só uma fonte de emissão de luz (e bem forte), mas começo a desconfiar da ciência (rs). Será que tenho um x-dog em casa, uma evolução no mundo canino?

 

Olha que fofo!

 



Escrito por thais.gonzaga às 17h00
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Na TV

Sou noveleira, admito. Ultimamente, no entanto, não acompanho nenhuma. Por falta de tempo, mas também por falta de algo que realmente seja interessante. Ainda bem que estão reprisando Chocolate com Pimenta. Gosto de TV e não tenho nenhuma vergonha de admitir - adoro séries e alguns reality shows também.

 

Aproveitando que estou de férias e posso assistir com mais atenção, algumas considerações sobre o que acho ruim...

 

Amazônia – Detesto os textos da Glória Perez. Acho que ela é a pior autora de novelas da Globo. E quando o texto não é bom, nem o melhor diretor do mundo consegue salvar. E o que é a Giovanna Antonelli fazendo papel de menininha e contracenando com um ex-chiquitito?

 

Páginas da Vida – Não consigo assistir, fico irritada com a interpretação teatral da maioria dos atores. Acho que o problema, nesse caso, é que o ator tem que ser muito bom para falar o texto naturalista do Manoel Carlos sem parecer que é decorado. A Ana Paula Arósio e o Edson Celulari, para mim, são os piores.

 

BBB7: Por que a Globo abre inscrições para o programa se todos os participantes são ‘encontrados’ pela produção? Não concordo com declaração do diretor do programa, Boninho, de que o público não quer ver gente feia na casa. Aliás, quem é ele para saber o que é bonito e o que não é?

 

E outras sobre o que gosto:

 

24 horas - Apesar de ter que ficar esperando acabar BBB7, Amazônia e Jornal da Globo, vale a pena esperar para ver meu herói Jack Bauer salvando o mundo. E ainda bem que existe a tecla SAP, porque dublagem não dá.

 

Vidas Opostas: Algumas interpretações são sofríveis, mas só o fato da novela mostrar uma favela quase do jeito como ela é e ter bandidos de verdade já é um grande passo. Nas novelas da Globo pobre é sempre engraçado, já percebeu? Como se ser pobre fosse divertido.

 

Jornalismo da Record – Essa história da cratera que abriu nas obras do metrô de São Paulo rendeu plantões em todas as emissoras de TV aberta, mas a Record foi a que melhor cobriu o assunto. Neste domingo, por exemplo, usou praticamente todo o Domingo Espetacular para falar do caso. Enquanto isso, a Globo exibia reprises do Faustão (argh mil vezes) e o SBT do Gugu (argh duas mil vezes).



Escrito por thais.gonzaga às 21h25
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Sex and the city

Eu sei que a série já acabou faz tempo. Já tinha visto um episódio aqui, outro ali, mas só agora consegui ver uma temporada completa (a primeira). Adorei!

 

Eu não conheço ninguém que tenha uma vida sexual tão movimentada quanto as quatro personagens da série, mas conheço várias mulheres (eu inclusa) que já passaram por várias situações como aquelas. Acho que é por isso que a maioria dos homens detesta o seriado: é tão feminino, tão coisa de mulher! Devem ficar todos com a cara de bobo do Mr. Big, sem entender nada.

 

Também adoro o fato delas morarem em Nova York. Meu sonho de consumo é morar em uma cidade grande (poderia ser Londres tb) onde você não precisa ter carro. Porque é um pecado mortal, um crime digno de pena de morte alguém como eu, que tem pavor de dirigir, existir em uma cidade como São Paulo. Amei a cena em que elas entram num carro, rumo a um chá de bebê, no ‘interior’, e todas sentam nos bancos de passageiros. ‘Alguém sabe dirigir?’, pergunta uma delas. A Carrie sabia – mas ela é a protagonista.



Escrito por thais.gonzaga às 20h01
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Prada

Aproveitando o fato de estar na praia, sem muito mais o que fazer a não ser ficar entre a esteira, o guarda-sol e o banho de mar, terminei de ler O Diabo Veste Prada (no original, para treinar o inglês), que eu comprei no meu aniversário, mas ainda não tinha conseguido devolver para a estante.

 

É bem bobinho, como eu esperava, mas divertido. A editora da revista de moda, o tal diabo, é realmente má, mas já conheci chefes piores. Pelo menos ela sabe o que está fazendo e é muito boa em seu trabalho.

 

A autora, Lauren Weisberger, teria se inspirado na editora da Vogue americana, para quem trabalhou, para escrever o livro. Quem já trabalhou em uma redação, sabe que não é difícil encontrar inspiração para uma história como essa. A autora tem um blog, aqui.

 

O mais legal foi descobrir que meu vocabulário em inglês não está de todo mal. Quase todos os termos sobre moda eu entendi, mesmo não sendo um expert no assunto – eu sempre pulo as páginas de revistas femininas com editoriais de moda.



Escrito por thais.gonzaga às 19h39
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Na praia

Passei o ano novo na praia, lugar onde passei praticamente os quase 30 reveillons da minha vida.

 

Acho que a idade está me fazendo ficar mais pragmática e menos sonhadora em relação a todo esse ritual de fazer pedidos e promessas nessa época. E olha que eu já fiz as mais mirabolantes simpatias!

 

Não é que eu não acredite mais. Nunca acreditei, na verdade. Só achava divertido. Vai que dá certo né? Mal nunca fez. Vai ver é esse tal de retorno de Saturno, do qual todos falam. Não consigo mais ficar criando expectativas sobre o que eu sei que não vai rolar, meus ‘sonhos’ são mais reais agora, mais possíveis.

 

Não sei o que 2007 reserva para mim, mas sei o que não esperar.



Escrito por thais.gonzaga às 19h26
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Universidade para quem paga

Na semana passada estive na Metodista, onde me formei, para assistir a apresentação do trabalho de conclusão de curso de novos colegas de profissão. Sabia que a universidade havia crescido muito desde que saí de lá, mas fiquei chocada com algumas coisas.

 

Não sou contra o progresso; a tecnologia sem dúvida deve fazer parte das universidades em todas as suas possibilidades (ninguém merece ter aulas de redação para rádio em máquina de escrever, como eu tive, em plena era do Windows), mas catraca eletrônica na entrada é demais.

 

Como um local, chamado de universidade, pode impedir a entrada livre dos cidadãos? Ok, é também uma questão de segurança, mas onde fica o verdadeiro papel da instituição de ensino, que tem por princípio garantir a preservação e a disseminação do conhecimento?

 

Sei que é uma instituição particular, que cobra mensalidades cada vez mais altas, mas continua sendo um local de ensino. Lembro quando essa moda de faculdade-shopping começou. Fui fazer uma matéria na Uniban e achei muito estranho aquele ambiente de praça de alimentação. Qual não é a minha surpresa quando vejo que a Metodista, que se destacava por ter um campus aberto, arborizado, também aderiu ao ‘centrinho de compras e lazer’. Péssimo.

 

Não acho que os estudantes devem ficar presos na biblioteca ou nas salas de aula, a diversão também faz parte (as vezes uma parte beeem maior). O que me incomoda e deveria incomodar os estudantes é que essa aparente modernidade só serve aos bolsos dos donos das universidades e a cada dia que passa mais pessoas saem de lá com seu diplomas debaixo do braço sem o menor preparo para a vida profissional.

Escrito por thais.gonzaga às 13h39
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Chove chuva

O verão nem começou e São Paulo já vive o caos. Ruas alagadas, trânsito, sujeira, bueiro entupido. Quando vejo as imagens da zona que vira a cidade respiro aliviada por não estar lá.

 

São Paulo é esse caos no período de chuvas sempre. Em meus quase trinta anos de vida (oh God!) vi pouca coisa ser feita pelas autoridades competentes. Talvez os piscinões sejam a melhor solução já encontrada, mas mesmo eles não dão conta em alguns lugares. E daí tem também o problema do lixo jogado nos córregos e nas ruas, que acabam entupindo não só os bueiros, mas também os piscinões.

 

Acho que falta mais conscientização da população em não jogar lixo na rua sim, mas o problema não é só esse. Quem conhece São Paulo sabe que a cidade cresceu sem nenhum planejamento urbanístico; se errar a entrada para uma avenida e tentar voltar entrando na primeira à direita, pode esquecer. Vai ter que perguntar para alguém. Há construções nos lugares mais improváveis.

 

A falta de vegetação também é um problema sério. Onde tem árvore nessa cidade? Nas zonas Sul e Leste então, onde o estrago costuma ser maior, é raro encontrar. Não fossem os parques, São Paulo seria um deserto de concreto.

 

O que mais me irrita é passar pelas marginais e olhar para aqueles rios mortos. Será que ninguém nunca pensou que a cidade poderia crescer ao redor deles e não em cima? Ouço há tempos que há projetos de revitalização no Tietê e no Pinheiros, mas só o que vejo são máquinas retirando terra dos leitos. Seria emocionante se eles voltassem a ser navegáveis.

 

Não sei se a há solução para São Paulo. O que se faz atualmente é só paliativo. E a previsão para hoje é de mais temporal.



Escrito por thais.gonzaga às 14h05
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